Quando nós achávamos que o futuro seria diferente, que a nova geração não copiaria à anterior, somos bombardeados com dois representantes da "monarquia brasileira" seguindo os passos dos velhos senhores de engenhos, seus pais, com a velha história de dólares em cuecas e afins.
Os que eram para nos proteger e engrandecer o país, fazem pior do que traficantes baratos.
Se esses que são filhos de pessoas que controlam o Brasil à décadas, o que dirá dos que chegam agora, às urnas, com a mesma fome de dólares. E como o exemplo vem de cima, eles terão muitos exemplos à seguir.
E o povo continua a sua jornada pelo deserto, mas sem nenhum Moisés para ajudar no caminho.
Romeu Tuma
Gravações telefônicas da Polícia Federal (PF) revelam que o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, tentou evitar um flagrante no aeroporto de Guarulhos que levou à prisão de sete pessoas e à apreensão de US$ 160 mil. De acordo com reportagem publicada neste sábado no jornal "Estado de S.Paulo", o dinheiro, que seria levado ilegalmente para Dubai, estava na bagagem de familiares da deputada estadual Haifa Madi (PDT).
Segundo a investigação, ao saberem do flagrante, Tuma Júnior e seu assessor Paulo Guilherme Mello fizeram várias ligações e acionaram policiais federais em serviço no aeroporto para tentar reverter o flagrante. Mello teria ainda entrado em contato com um policial na delegacia da PF em Cumbica para tentar amenizar as consequências do flagrante.
O relatório da PF ressalta ainda que as gravações evidenciam "eventual favorecimento de Romeu Tuma Júnior, na sua área de alçada, em crimes relacionados à evasão de divisas ou lavagem de dinheiro" e mostram o conhecimento prévio do secretário "de eventual prática ilícita, envolvendo crimes financeiros, por parte das pessoas envolvidas na apreensão de valores".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado que se for verdade que o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, tem ligações com a máfia chinesa em São Paulo , ele precisará ser punido como qualquer outro brasileiro que comete atos ilícitos. O presidente ressaltou ainda que o secretário, filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), "faz parte de uma família de tradição".
Tuma também é acusado de ter envolvimento com um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo, fazer lobby em favor do genro e usar a influência do cargo para liberar mercadorias contrabandeadas . Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, porém, o secretário continuará no cargo . Barreto, que está em Buenos Aires, já pediu um relatório com informações sobre o caso à PF.
Fernando Sarney Filho
São Paulo - A Polícia Federal indiciou ontem o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pelo crime de evasão de divisas. Ano passado, ele já havia sido indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
O novo indiciamento se deve à descoberta, noticiada em julho de 2009 pelo Estado, de que Fernando Sarney enviara US$ 1 milhão para um banco em Qindao, na China. A remessa, não declarada à Receita Federal, teve como destino a conta da empresa Prestige Cycle Parts & Accessories Limited, que pelo nome, em inglês, seria uma empresa de peças e acessórios de bicicletas. Antes de chegar à China, o dinheiro transitou por bancos de Nova York.
A autorização para transferência dos dólares para Qindao foi feita pelo próprio Fernando Sarney, cuja assinatura aparece num dos documentos obtidos pela PF.
Filho mais velho do presidente do Senado, o empresário é o responsável pela administração dos negócios do clã. Fernando Sarney foi indiciado por evasão de divisas após prestar depoimento, em São Luís, ao delegado Márcio Anselmo, encarregado do caso. Os indiciamentos anteriores ocorreram em julho passado
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